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sábado, 13 de agosto de 2011

Cinza



A melancolia da noite fria
Transborda na taça da solidão
Encharcando o solo acidentado
Daquilo que um dia foi a alma
De um pobre diabo maltrapilho.
O frio penetra seus ossos
Que se cristalizam como gelo
E ali, imóvel permanece
Como uma estátua fúnebre
Colosso esquecido, renegado
Sem presente, sem futuro
Sua única herança é o passado
Escuro, cinzento, empoeirado
E ali, permanece imóvel
Sem fotos e documentos
Apenas lembranças vazias
Sem sonhos e desejos
Somente o corpo cansado
Que desfalece entorpecido
Pela falta de sentido
Daquilo que um dia
O ensinaram a chamar de
Vida!

Silvio Luiz

Imagem disponível em: http://2.bp.blogspot.com/_E937frhO51E/SKwyVVIy4cI/AAAAAAAAADE/GSNO0wy8B1o/s400/solidao01.jpg

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