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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Antologia XIV: Cada vez era uma vez


O CLIRC – Centro Literário Rio Claro, lança neste sábado, 3 de dezembro de 2011, a sua XIV Antologia Poética “Cada vez era uma vez”, Editora PACO. 

A presente Antologia reúne o trabalho dos membros poetas e escritores de Rio Claro, uma família não sanguínea, mas que se une dentro e fora da reuniões e saraus pelo amor à literatura. 

Prestigie esse momento único conosco! Participe do Coquetel de lançamento que acontecerá no Gabinete de Leitura de Rio Claro, Avenida 4, entre ruas 5 e 6, n° 283, Centro, Rio Claro/SP, as 19:30. 

A Papelaria Alphaville, Rua 08 c/ Av. 34, nº 1054, Santana, Rio Claro-SP, Fone: 19.3533.7122 e o CRIAR Rio Claro - Escola de Língua Portuguesa, Rua 10, nº 827, Centro, Rio Claro-SP, Fone: 19.3023.0341, apóiam o CLIRC.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 de Outubro - Dia do Poeta


POETA INSISTE E PERSISTE NA PAZ

Pilar Casagrande

O poeta sonha com o futuro tão vago
e tão incerto, e no entanto, insiste e persiste.
O poeta gostaria que este mundo fosse
uma continuação de outros mundos
encantados que ele advinha,
e no refúgio, na solidão, escreve.
Onde a fraternidade, a compreensão,
a lealdade, a ternura e o carinho
se entrelaçam irmanando todos os seres.
Que esse mundo fosse piedoso
e que todas as pessoas se abrissem,
como o poeta,  abre  o seu coração,
sem medo, sem reservas.
Coração aberto, cérebro liberto.
Que todos respirassem liberdade,
essa liberdade em que vicejam frutos sazonados,
matizes alegres, perfume da aragem, sem padrões,
aqueles que amargam a boca,
sem lutas de classe num mundo de anseios juntos,
todos com curso superior em harmonia,
com formação complementar
de amor e respeito ao próximo.

sábado, 15 de outubro de 2011

15 de Outubro - Dia do Professor

 

POEMA DE PROFESSOR

Pilar Casagrande

Calculo o limite de meu ser nas derivadas da vida;
defino minha função de existir.
Nos algarismos loucos e vivos,
descubro as coordenadas 
sempre enamorada e triste
que tangenciam nossa existência.
Prótons livres a vagar  por entre
nêutrons mortos  e elétrons perdidos.
Os pensamentos resistentes
singram a velocidades incríveis;
e o rendimento de minha alma
cai em vertiginosa queda livre.
Nos paradigmas misteriosos
ilustrados por paráfrases incoerentes,
estimulam antítese em meus ideais,
e me trazem idéias românticas...
Se me envolvo em plena aldeia global
tropeço em grandes cordilheiras
e sou projetado em épura como um ponto,
o ponto que sou...  Num mundo de linhas!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Poetamigos



Irmãos de bom coração:
Sangue do meu sangue,
Carne de minha carne.
Não abandonem nossa matriarca fenomenal,
Pilar dos versos que nos tornam todos iguais.
Voltem ao ventre que nos reuniu em prosa e verso,
Em antologias poéticas angelicais.
Porto seguro de nossa eternidade mortal,
Rimai as palavras e entorná-las nas linhas vazias;
Deixando-as por fim, caminharem sozinhas...
Inspirar-vos!
Compor-vos!
Declamar-vos!
“Amar-vos uns aos outros...”
Pois apenas UM nos amou sem igual!
Vossa presença mantém viva nossa razão de existir,
Vossa palavra ativa sustenta nossa alma lírica.
Centro Literário de um?
Não vence os séculos do porvir.
Mas o sopro de cada um de nós,
Rejuvenesce nosso espírito infinitamente,
Ad eterno!

David Lorenzon Ferreira

Imagem disponível em: http://www.culturamix.com/wp-content/gallery/pilares-gregos/pilares-gregos-7.jpg

sábado, 13 de agosto de 2011

Exaltação



Exaltação ao dia no supremo êxtase dos sentidos:
Porque nos dias lentos que transcorrem
Eu vou sentindo o fluido suave da bondade
Fluidificando a luz difusa do pensamento
Com um som divinal que abranda
A trágica rudeza das almas imperfeitas.
Porque me deste a graça, o êxtase
Para evocar os teus recantos florescidos
O luar que se banha de luz na letargia
Das tuas noites com o bordado das estrelas.
Porque em minha alma há também luares anestesiantes
Há ocasos incendiados longe no horizonte
Há visões embaladoras de um passado distante.
Exaltação porque no cárcere dos dias da vida
Tu me dás a resignação consoladora destes versos.

Pilar Casagrande

Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/_Y4jkIbR_shM/SwnjGgDNpCI/AAAAAAAAAxE/2GoSL_vUqYQ/s1600/exalta%C3%A7%C3%A3o.bmp

Tristeza de mala na mão



Na minha alma há um doce casebre, casa humilde de morada da felicidade. Tristeza hoje chegou de mala na mão; disse não saber quando vai embora. A casa arrumada continua calma, mas com um ar esquisito, de erro que dói sem saber por quê.
A tristeza canta nas manhãs enquanto prepara aquele café quente, amargo, vivo. Ela chega até a esboçar um sorriso (impressão?). Parece ser uma querida moradora. Limpa o casebre, espana os retratos, tira um longo cochilo pelos sofás já rasgados, desgastados, perdidos com o tempo. Lava a roupa, cantarola em felicidade de Amélia. A felicidade fita recostada na porta: a tristeza é, realmente, uma boa companhia.

Heluane Aparecida Lemos de Souza

Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-7SdZ07CBbWU/TZB63EPZzqI/AAAAAAAAAOs/ndc6wJwwCLE/s1600/porta.jpg

À Bandeira brasileira


Foi antigamente
Que minha pátria,
Bela e gentil,
Abriu seus braços
Para abrigar muita gente,
De diferentes traços.
Começaram novas vidas,
Fugindo da guerra.
Conquistaram
Nossa terra.
Prosperaram
E várias raças
Aqui vivem unidas!
Essa pátria gentil
Teve muitos nomes
Mas se registrou Brasil!
Amo sua bandeira!
Quero-a sempre hasteada!
Que vibre sempre altaneira
E, por todos, seja respeitada
E amada!
Verde que te quero matas...
Amarelo que te quero mel...
Branco que te quero casta...
Azul que te quero céu!

Maria de Lourdes França

Imagem disponível em: http://4.bp.blogspot.com/-66nEQAFcxiE/TWf_xt8glvI/AAAAAAAAAJc/tfpPkILgkMc/s1600/bandeira-brasil.jpg

A melhor "coisa" do mundo


Quero enaltecer com ternura
A beleza e a candura...
De uma jóia rara...
Uma estrela cintilante
Que ilumina a minha vida
E me deixa radiante!

Quero agradecer eternamente,
Por tudo o que eu sou
E por tudo que aprendi
Sei que devo tudo a ti
Sinceramente... De coração,
De corpo, de alma e mente:
Toda a minha gratidão

Toda a minha devoção a ti: mulher!
Mãe, amiga, amada, amante,
Esposa, companheira, cúmplice, parceira,
Sacerdotisa, mestra, rainha e conselheira...
Minha eterna namorada!
Sem você eu não sou nada...

Com você eu posso tudo,
Juntos podemos ir fundo...
E este sentimento tão fecundo
Aumenta mais e mais a cada segundo...
E me faz declarar que mulher...
É a melhor "coisa" do mundo!!!

Djalma de Lima

Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-_LF23TkfzN8/TXbRzjHQRTI/AAAAAAAAAGo/gmhqQ8t3K38/s400/MulherFlor%255B1%255D.jpg

Em alguma esquina da vida


A vida se descortina todos os dias ao amanhecer, quando acordamos temos a oportunidade de recomeçar uma nova vida.
O que passou não volta mais, e o dia de hoje é essencial para construirmos o que queremos ser amanhã.
Se todo dia ganhamos de presente um novo sopro de vida, devemos aproveitar para mudarmos o que não foi bom ontem.
Somos privilegiados pela vida que nos dá sempre uma nova chance de melhorar, de nos fortalecer.
È certo que em cada esquina da vida há um novo desafio, e que às vezes não estava em nosso programa, pois queremos sempre controlar tudo, atitudes, sentimentos, trabalho, organizar do nosso modo, mas a cada dia o mundo dá uma volta, e tudo o que planejamos já não se encaixa.
Precisamos fazer adaptações, às vezes nos irritamos, mas às vezes esse não era o melhor caminho á seguir, e nos foi colocado uma nova oportunidade de refazer nossa programação.
Muitas vezes somos desviados de nossas rotas, nos chateamos, mas ao virar uma esquina encontramos pessoas, que nos são caras e que não a víamos á muito tempo, e o coração se aquece, e corremos para o abraço, amigo e fraterno, e isto nos enche de prazer e felicidade.
Não devemos levar as rédeas de nossas vidas tão apertadas, tem sempre alguém esperando pelo nosso abraço, nosso carinho, quando sentir vontade de parar e dar um abraço em um amigo, pare, não pense depois eu volto, pode ser tarde.
Os reencontros acontecem em uma esquina da vida, onde menos se espera, e é tão bom para o espírito, para a alma, que nenhum dinheiro pode pagar, a amizade, o conforto de um sorriso.
Em alguma esquina da vida, as coisas estão acontecendo, não fique parado esperando por um convite, a vida é uma eterna viver só depende do seu espírito de luta, de decisão, ninguém pode tomar essa decisão por você, se quer ser feliz, comece agora a promover sua mudanças, pois o que nos paralisa é o medo, e se você não tentar como saber se poderia ser bom viver.
Saia do seu mundo fechado vire a pagina e comece a escrever sua nova história, quem sabe nos encontraremos em alguma esquina da vida para um abraço.
A vida é assim mesmo está sempre nos pondo á prova, para nos tornarmos mais fortes e ao mesmo tempo humildes, venha participar desse mundo alguém espera teu sorriso.

Sônia DM

Imagem disponível em: http://api.ning.com/files/sVNDyUEY1Ma3XQh*K9AsppkdBur42MhGPx4P03yj2Y3F-KSPdf6TKOjbYmLpw5fmLddMFRR8WvFHw6tvLkNjaM19jLgS7vMf/esquina.jpg

Cinza



A melancolia da noite fria
Transborda na taça da solidão
Encharcando o solo acidentado
Daquilo que um dia foi a alma
De um pobre diabo maltrapilho.
O frio penetra seus ossos
Que se cristalizam como gelo
E ali, imóvel permanece
Como uma estátua fúnebre
Colosso esquecido, renegado
Sem presente, sem futuro
Sua única herança é o passado
Escuro, cinzento, empoeirado
E ali, permanece imóvel
Sem fotos e documentos
Apenas lembranças vazias
Sem sonhos e desejos
Somente o corpo cansado
Que desfalece entorpecido
Pela falta de sentido
Daquilo que um dia
O ensinaram a chamar de
Vida!

Silvio Luiz

Imagem disponível em: http://2.bp.blogspot.com/_E937frhO51E/SKwyVVIy4cI/AAAAAAAAADE/GSNO0wy8B1o/s400/solidao01.jpg

Poetamigos


Irmãos de bom coração:
Sangue do meu sangue,
Carne de minha carne.
Não abandonem nossa matriarca fenomenal,
Pilar dos versos que nos tornam todos iguais.
Voltem ao ventre que nos reuniu em prosa e verso,
Em antologias poéticas angelicais.
Porto seguro de nossa eternidade mortal,
Rimai as palavras e entorná-las nas linhas vazias;
Deixando-as por fim, caminharem sozinhas...
Inspirar-vos!
Compor-vos!
Declamar-vos!
“Amar-vos uns aos outros...”
Pois apenas UM nos amou sem igual!
Vossa presença mantém viva nossa razão de existir,
Vossa palavra ativa sustenta nossa alma lírica.
Centro Literário de um?
Não vence os séculos do porvir.
Mas o sopro de cada um de nós,
Rejuvenesce nosso espírito infinitamente,
Ad eterno!

David Lorenzon Ferreira

Imagem disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/image.php?userid=84317&imageid=630643.jpg&maxw=495&maxh=660

domingo, 7 de agosto de 2011

INCÊNDIO MORAL - RAP DO PRONTO ATENDIMENTO


De madrugada
Gelada,
No pronto atendimento,
O homem chegou com esperança
De uma criança
O fim de seu sofrimento...
Um atendimento
Bem pronto
Que atende derrepente,
De graça
O pobre indigente
Em sua desgraça!
Sempre viveu na avenida
Da vida,
Com empolgação
Sem ser carnaval...
Mas nessa noite passada
Viveu algo especial!
Sofrendo calado,
De repente, com arte,
Sem porta estandarte
Fez estranha evolução!
Caindo elegante,
Num instante,
Sem gemido,
Doído,
Nem explicação...

Tá lá o corpo estendido no chão!

Não era só morto
Mas um valentão...
Enfrentou bala, bandido,
Berro, briga
E bofetão!

Tá lá o corpo estendido no chão...

Não foi dengue hemorrágica,
AIDS sofrida
Notícia trágica,
Fraqueza na vida
Seu padecimento...

Tá lá o corpo estendido no chão...

Sua amante safada,
“Escrachada”,
O traíra na noite passada...
Muita briga, bebida,
Tapas na vida,
Dor no coração...

Tá lá o corpo estendido no chão...

O amante da amada
Loiro ou moreno
Lhe dera cachaça,
Desgraça
E veneno

Tá lá o corpo estendido no chão...

Tem muita gente
Olhando,
Falando
Muita confusão!

Tá lá o corpo estendido no chão...

Desde a madrugada
Com a boca inchada,
Calada,
Sofria na fila
Seu padecimento!
Já tarde,
Com alarde,
Vem a polícia,
Esperta milícia,
Que grita
“No corpo não rele”!
Põe no rabecão
E leva ao IML

O corpo que estava estendido no chão!!!


Maria de Lourdes França


Imagem disponível em: http://aqueimaroupa.com.br/wp-content/uploads/2010/02/SOS-SA%C3%9ADE-300x175.jpg

sábado, 23 de julho de 2011

"Rio, Ribeirinho, Ribeirão"

(Cordel; Texto e imagem: Heluane Aparecida Lemos de Souza)
Sugestão do título: Denise de Oliveira Rosa


Ali, nas margens risonhas
Viu nascer essa cidade
A acolheu com poesia
Esperou com ansiedade
Na nova terra, que surgiu
Refletiu prosperidade.

Ou foi a nova terra
Que em suas águas refletiu
Como espelho, como eco
O seu céu azul anil?
No doce nome da cidade
Seu curso d’água, então, fluiu.

“São João Batista do Ribeirão Claro”
Lá fluía o rio em liberdade
Na, então, “Ribeirão Claro”
As águas permanecem no nome da cidade
Finalmente, “Rio Claro” guarda ainda nas palavras
O seu movimento e claridade.

Nasce com simplicidade
De quem tem em si a perfeição
Tímido fio d’água cristalino
E, eis que surge, um ribeirão!
Em cada gota permanece
A simplicidade e vida, então.

Nasce na zona rural
Com a colorida ruralidade
Flui, e seu movimento
Colore outras partes da cidade
A zona urbana, então, partilha
O burburinho das águas em pluralidade.

Abastecendo a cidade
As gotas se multiplicam
Na vida dos rioclarenses
Suas águas vivificam
Nas nossas casas, Ribeirão chega
Nas suas águas, histórias ficam.

Suas memórias também refletem
A imagem da degradação
As águas guardando não só histórias
Mas descaso e poluição
Fruto de um modelo de sociedade
Que ao ambiente disse “não”!

Daquelas águas não é apenas
O ser humano que depende
Mas outras vidas e o equilíbrio
Também do meio ambiente
Nosso dever vai muito além
Do consumo consciente.

Responsabilidade e cuidado
Conhecimento e ação
Do coletivo e do sujeito
Ambos agindo em comunhão
Para o bem do humano e de toda a vida
Que se reflete no Ribeirão.

Hoje já é possível
Perceber que algo muda
O apelo do Ribeirão
Nosso povo já escuta
Despoluir as suas águas
Já é um passo dessa luta.

Para findar os nossos versos
O próprio rio se faz surgir
Agradece em poesia
Que de suas águas fez fluir,
E se despede dando os braços,
Ao rio Corumbataí.

Heluane Aparecida Lemos de Souza
Quem já passou por aqui