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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Folhas não bailam...



Uma folha seca baila
Em um palco de asfalto que reflete indiferença.
Eu olho,
Ela baila.
Eu penso,
Ela baila.
Eu esqueço,
Ela baila.
Ambas existimos.
Talvez ela se mova guiada por fadas,
Talvez sejam desejos que a façam mover
Talvez seja só o vento, um rodamoinho do tempo
Que a tire do chão.
A ilusão de vê-la bailar é toda minha, da minha insensatez, da minha estupidez...
O mundo é real: as folhas caem, o asfalto aguarda, o vento sopra...
De onde surge essa fantasia de que, em brincadeira de fadas, uma folha baila?
A fonte de todo sonho sou eu... E por mais que compreenda que folhas não bailam
Conservo-me atenta, na primeira fila
Para aplaudi-las no final do espetáculo.


Heluane Aparecida Lemos de Souza


Imagem disponível em: http://assisbrasil.org/joao/folha.jpg

Tempestade



A chuva cai ferozmente,
A cidade escureceu,
O vento sopra selvagem
Tudo tornou-se breu.

E através de uma janela
Contemplo a escuridão
E amo-a, pois só ela
Entende o meu coração.

O vento ao passar por mim,
Minha face acaricia
Sussurra: - Não fique assim,
Seque esse pranto, sorria.

A chuva chora comigo
Como se sentisse a dor
Que há tempos meu peito abriga
Pela perda de um grande amor.

Só as trevas me confortam
Embalam meu coração,
Faz com que minhas lembranças
Se percam na escuridão.

Me embala em seu colo
Como uma mãe a acalentar
Seu pequenino bebê,
Com suas canções de ninar.

Como ele eu adormeço
Ouvindo da chuva a canção
Acariciada pelo vento,
Nos braços da escuridão.


Márcia Salzano


Imagem disponível em: http://mob193.photobucket.com/albums/z14/kekinha2007/lapidatw5ic51jf4.gif?t=1242309756

A procura



Em uma época distante de mim, eu havia sido tudo, nunca, jamais.
fui nadam um pássaro. Fui um beija-flor e a flor
Que esse lépido pássaro beija. Fui deus, ateu, adeus.
Fui uma ilha solitária, fui raso, alto, magro.
Fui o vento, lento, profundo.
Eu havia sido e não fui. Fui o desamor, a dor, a alegria,
Fui lágrimas, esposa, namorada. Fui amigo, inimigo.
Fui amor, fui mágoas, fui momentos, tempo, saudade.
Fui numa época distante e estranha, estranha poesia
Eu havia sido o mar, o ar; fui casa, abrigo.
Fui pontes, postes portos, âncoras, corais...

Eu havia sido; e de tanto que fui,
E por mais que eu fosse não me achava.


Gentil Santos


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Sem limites



Você já parou para pensar quais são seus ideais?
Quais os seus conceitos da vida e a que ponto quer chegar?
Parece engraçado, mas não é, se você não tiver um sonho e uma meta, provavelmente não vai chegar a lugar algum, pois qualquer lugar serve para quem não sabe aonde vai.
Sonhe muito para realizar e depois de realizar sonhe mais e mais. Seja um exemplo, deixe algo para alguém, nem que seja a vontade de ir mais além.
Descubra que precisamos de autonomia para realizar. E que o poder é necessário para essa autonomia, desde que ele seja integrativo, que una as pessoas e as faça ter visão e compreensão.
Saiba que você pode mudar o mundo para melhor começando a mudar a sua volta; arquive todos os arquivos mortos e que te deixam mal, abra as janelas do seu saber para aprender e principalmente divida as informações.
Saiba que não há limites para nada, desde que saiba dosar e assumir suas ações.
Viva intensamente a vida e não coloque barreiras para o seu crescimento.
Todos nós fazemos parte desse mundo e dessa engrenagem chamada vida.

Sonia Demi


Imagem disponível em: http://semlimites.files.wordpress.com/2007/10/ceu1.jpg

Estros



Ao vento brando,
Pássaros em bando
Traçando diretrizes,
Voam felizes!
Contemplando a mãe natureza,
E dos homens, as artes,
"estros de Deus".
Para deslumbramento dos olhos meus
Pousam com sutileza,
Na poesia que é pura beleza!



Lélia Alice Bertanha


Imagem disponível em: http://abbapai.files.wordpress.com/2007/03/passaros.JPG

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No altar da poesia

 

No altar da poesia
Quero sempre rezar
Tecer versos com ardor
Para que assim um dia
Possa eu, reencontrar
A sublime beleza do amor!


Silvio Luiz


Se me deres a rosa



Se me deres a rosa
Recolho os espinhos
Deposito-os no poço do esquecimento.
Alivio tua dor
Com o bálsamo da doçura.
Enxugo tuas lágrimas
Com a embriaguez do meu sorriso.
Acolho-te no meu abraço.
Alimento tua alma com o meu prazer.
Levo-te no recôncavo do meu olhar.
Abraço-te com o amor
Que um dia recusastes.
Dando-te a vida nos beijos
Que a saudade despertou.

Se me deres a rosa...
Recolho os espinhos,
Devolvo-te as pétalas.


Verena Venâncio


Imagem disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_qdSyMNEpP6Y/SYs92bBdZ5I/AAAAAAAAAME/zHZfCvG9XGc/s400/rosa+c+espinhos.bmp

Amanhecer



Amanhece, a vida começa novamente.
O sol surge mansinho com seus raios,
Como um sorriso a gritar... Bom Dia!
E meus olhos o contemplam.
A brisa perfumada me entontece
E meus sonhos se confundem com a realidade,
Mas me faz despertar.
O vento suave com seu frescor
Bate em meu rosto como
Um beijo terno de um amigo presente.
Os pássaros já estão à procura de seus alimentos.
As pessoas apressadas seguem seu caminho
Na esperança de um dia esplendoroso.
No acaso da sorte.
Ao longo do dia, as horas passam rapidamente.
Logo chega a noite, na sua quietude me prepara,
Para um outro amanhecer,
Quando a vida começa novamente
Então podemos afirmar com certeza que:
O amanhecer é um eterno recomeço.


Sandra Margarete Athayde


Imagem disponível em: http://avidaebarbara.files.wordpress.com/2009/01/nascer_do_sol.jpg

Orgulho de ser poeta



Sou mulher trabalhadeira
Nascida lá no sertão
Meu orgulho é escrever
Falando desta nação,
Eu falo da natureza
Que guardo no coração.

Falo dos passarinhos,
Dos animais terrestres,
Da folha velha que cai,
Da floha nova que cresce.
Quem ama a natureza
A ela compadece.

Ser poeta e artista
É ser amiga do sertão.
Sou também compositora,
Escrevendo com paixão.
Sou mineira apurada,
E não desisto da missão.

Nasci no pequeno córrego
Chamado São Bento,
É um lugar pequenino
Que promove grandes talentos,
Foi lá que me despertaram
As trovas que invento.


Nininha Hermsdorff


Imagem disponível em: http://sitedepoesias.com.br/imagens/poemas/31223.jpg

A flor



Sorriso da natureza
Brinquedo das árvores
Perfume, utilidade,
Forma,
Beleza serena
Divindade
Inutilidade aparente
Elemento das homenagens
Irmã da gota de orvalho.
Mesmo "inculta",
- Do campo - não é áspera.
Adorna todos os momentos da vida.
Em casa seu "toque" é indispensável.
Eterniza encontros,
Produz encantos.
Sutil, nos diz:
Vejam como sou linda,
Vaidosa,
Tenho presença forte,
Do Sul ao Norte
Apesar de delicada,
Magia feita de odor
Entre o ser e amor.



Antonio Moreira

Imagem disponível em: http://www.rofonseca.com.br/imagens/flores.jpg

Para dar alento




O amor é mais generoso que a vitória,
Pois não se alimenta da derrota.
Um momento de amor.
É o que mais vale a pena!
Vamos descansar das violências,
Da ciranda dos anos, da falta de tempo.
Poderá ser mais bela a vida!
Não deixes passar a ocasião do amor.
Há tanto coração carente de calor.
Leve a tua presença, teu gesto,
Tua mão ou mesmo o teu olhar.
Podes, ao menos dar tua companhia,
Pois a fraternidade, sempre tem,
Mais força que os trovões...

Pilar Casagrande

Imagem disponível em: http://imagem.vilamulher.terra.com.br/interacao/original/30/saudade-do-primeiro-amor-30-192.jpg 

Travessia



O tempo,
só o tempo,
segurou a mão da criança indefesa,
foi o anjo da guarda
do jovem impetuoso,
caminhou com o adulto,
colhendo com ele o trigo maduro.
Mas, foi com o velho,
nos seus passos trôpegos,
que participou do ensaio final,
para a escalada triunfal
da última travessia.


Leda Coletti


Imagem disponível em: http://img144.imageshack.us/img144/9959/relojfinallb3.jpg

Lê Chat



Gato preto no mato seco
Esconde-se com esperteza
Assim tão quieto e sorrateiro
Que só é visto quando rosneia

Gato preto no trigal seco
A espreita durante a colheita
Quando as aves vêm saborear
Os grãos que na terra hão de ficar

Gato preto na relva seca
Cujo olhar não sai do lugar
Aguarda o momento certo
Que minha distração o fará escapar.



David Lorenzon Ferreira


A estrela



Quisera eu ter uma estrela
Em minha mão
Para dar de presente
A alguém
Eu ficaria tão contente
Em te-la
E oferece-la
A você, meu bem!
Seria uma estrela pura
Rebrilhando de ternura
Por você!
Eu a embrulharia com carinho
E compreensão,
Faria um laço de amor
Em forma de coração!
Quisera eu ter uma estrela
Para dar de presente a alguém
Não teria a forma de estrela
Nem de presente também...
Viria em forma de amor
De calor
De carícia
De delícia
Nem sei mais o que...
Ah! Se eu tivesse uma estrela
Para dar de presente a alguém!
Ah! Se ao menos pudesse vê-la
Compreenderia o porquê
Da minha vontade de te-la
E oferece-la
A você,
Meu bem!


Maria de Lourdes França


Quem já passou por aqui