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domingo, 24 de janeiro de 2010

Santa Gertrudes




Chão sagrado, terra santa
Aqui ninguém se ilude
Quer carinho minha gente?
Conheça Santa Gertrudes

Sua terra é valiosa
O trabalho faz magia,
Rostos felizes, gente corajosa
Indo e vindo no dia-a-dia.

Com argila terra sagrada
Faz o luxo e a beleza,
Das mãos dos filhos seus
Vem o brilho com certeza.

Terra boa, chão plano,
Cheio de amor e virtude
Agradeço pelo aconchego
Ó querida Santa Gertrudes.

Migrantes de vários lugares,
Encontram-se na amizade,
Trocam receitas gostosas
De sua terra, lembram saudade.

Sou feliz e tenho orgulho,
Em viver neste lugar,
Santa Gertrudes eu te amo...
Este é o meu jeito de expressar.


Nininha Hermsdorff


Imagem disponível em: http://www.santagertrudes.sp.gov.br/fotos/aerea.jpg

Rosa Morena




A doce Rosa Morena
Que é, na poesia, a ilusão
Conseguiu plantar amor
No canteiro da paixão.

Uma flor que desabrocha
Colhida ainda orvalhada
Talvez, sinta o poeta remorso,
Por não deixá-la intocada

Mas o poeta conhece
Os segredos da flor formosa
E com amor puro e devotado
Transforma a flor em rosa

Rosa de noites glamorosas
De amor ardente, em chamas
Morena, julga-te ditosa
Pois o poeta te ama.


Márcia Salzano


Lágrimas




Gosto
Do gosto
Da gota
De um orvalho
Que vibra
Sozinho
Firme em um quarto
Resistindo só
De forma insensata
Na imensidão do universo.

Gosto pois
Se faz Cristal simples
Límpido-exato.
Essa lágrima
Que transpões os fatos.


Gentil Santos


Passos




Passo com passo apressado
Pensando em compasso aflito
Dilema entre o silêncio
E o entre susurros redito.
Passado que na janela
Vira tela e passa intrigado
De perceber que na melodia do tempo
Estava lentamente descompassado...
E então... A pres-sa-pa-re-ce-a-qui-e-tar-se
E-o-des-com-pas-so-pa-re-ce-me-di-da
Da-qui-lo-que-den-tro-bro-ta-va
E-na-pres-sa-eu-não-en-ten-di-a.
O-que-o-tem-po-pe-di-a-e-ra-so-nho
Que-só-no-fu-tu-ro-vi-ri-a
Pois-to-ca-do-no-rit-mo-pas-sa-do
E-ra-um-som-já-sem-me-lo-di-a.
Hoje já não apresso o tempo
E lhe tenho um apreço encantado
Pois compreendo que entre dois passos
É o vazio que lhe fica marcado...
E nesse vazio que se molda,
Entre o pé no passado e o pé no futuro,
Vivo o presente intenso
Encontrando o que ainda procuro.


Heluane Aparecida Lemos de Souza



Sozinho



Quando você se sentir sozinho,
pegue o seu lápis e escreva.
No degrau de uma escada,
à beira de uma janela,
no chão do seu quarto.
Escreva no ar,
com o dedo na água,
na parede que separa
o olhar vazio do outro.
Recolha a lágrima a tempo,
antes que ela atravesse
o sorriso e vá pingar pelo queixo.
E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas,
pegue as palavras que lhe fizeram companhia
e comece a lavar o escuro da noite,
tanto, tanto, tanto... até que amanheça.

Pilar Casagrande



Imagem disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_m-XQUvPhe-E/SUUcPOu44FI/AAAAAAAAAOk/dd6ZrKbb_n0/s400/sozinho.jpg


Tua presença




Tua presença é assim:
Louca
Envolvente
Enlouquecedora
Arrebatadora.

E é assim
Que te desejo.
Mais perto
Do corpo
Que te almeja.
Mais perto
Do coração
Que te ama.
Mais perto
Do sentimento
Que te espera.

Verena Venâncio


Imagem disponível em:  http://palavrasaovento.blogs.sapo.pt/arquivo/city%20of%20angels.jpg

Cidatrópole




Noite vazia na mata de pedras
Rio Claro a noite é assim deserta
Noite vazia na selva de pedras
São Paulo assim não seria completa

Caminho sozinho dentre tantos vivos
Que jaz em seus leitos como se fossem mortos
Caminho por ruas sem qualquer vestígio
De almas penadas ou mortos vivos

Cidade pequena em altas horas
Torna-se o abrigo dos não vivos
Cidade grande a qualquer hora
Há gente na rua 24 horas

Aqui é tão lindo que mata o belo
O cinza de Sampa tem até um brilho
Por dentre ruas e avenidas afora
Encontro um abrigo, um amigo querido

Viver lá ou aqui, é um bom desafio
Do chato e do agito, sem medir sentidos
Sentir em suas veias a vida que corre
Mesmo que ela pare a noite por horas.

David L. Ferreira


Imagem disponível em: http://www.fotossaopaulo.com.br/galeria-de-fotos/fotos-interior-sp/Rio-Claro/Rio-Claro1.jpg



O Tuiuiú do Pantanal


         


          A seca rondava o Pantanal. O tuiuiú espia do seu ninho no alto de gigantesca árvore, o horizonte à frente. Precisa buscar alimento para seus filhotes. Sua parceira fica zelando, defendendo-os dos carcarás que não perdem um titubeio para os devorarem. Essa luta incessante de procura de alimentos dura seis meses, até quando os rebentos saem dos ninhos para terem vida própria.

          Começa a voar em direção aos pântanos. Seu destino: aquela água represada ao longo da estrada, que vista do alto, fica debaixo daqueles postes compridos, ligados por grossos fios de alta tensão.Seu desejo é juntar-se ao bando de garças brancas ciscando bichinhos e jacarés, aquecendo-se ao sol. Ensaia um vôo rasante.

          Foi tudo tão rápido, que quando a luz do flash da minha máquina fotográfica se acabou, o tuiuiú jazia estendido, deixando sobressair o seu pescoço encarnado na Estrada Transpantaneira.


Leda Coletti


Imagem disponível em: http://i.olhares.com/data/big/155/1550849.jpg

Razão de viver





Batucar

No interior

Profundos sons

Presos
Entre carnes e ossos.
Agudas agulhas,

Filetes contidos
Em nervos e cartilagens.
Uníssonos pilares de ar

Passeiam pelas traqueias.
Segurar imensidão,

Sonho

Ou pesadelo profundo?
Memória em nervo doente

E estrada de sons nas veias?
Artérias e sangue são rios abertos
Rumo à inexplicável razão de viver!


Maria de Lourdes França 


sábado, 23 de janeiro de 2010

Estamos de volta!




O CLIRC - Centro Literário Rio Claro, retorna às suas atividades neste sábado, 23/01. Continuaremos a nos reunir no Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro.

Àqueles que desejam conhecer nosso trabalho, fica o convite: Centro Cultural Roberto Palmari, Rua 2, nº2880, em frente à Biblioteca,  as 15 horas; serão muito bem-vindos!




Imagem disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_58Vbit4qKnU/Sz5mfj3KGbI/AAAAAAAABFM/1uSvp3YfH1k/s400/ist2_9658908-calendar-2010.jpg

domingo, 3 de janeiro de 2010




Quem já passou por aqui