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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tempestade



A chuva cai ferozmente,
A cidade escureceu,
O vento sopra selvagem
Tudo tornou-se breu.

E através de uma janela
Contemplo a escuridão
E amo-a, pois só ela
Entende o meu coração.

O vento ao passar por mim,
Minha face acaricia
Sussurra: - Não fique assim,
Seque esse pranto, sorria.

A chuva chora comigo
Como se sentisse a dor
Que há tempos meu peito abriga
Pela perda de um grande amor.

Só as trevas me confortam
Embalam meu coração,
Faz com que minhas lembranças
Se percam na escuridão.

Me embala em seu colo
Como uma mãe a acalentar
Seu pequenino bebê,
Com suas canções de ninar.

Como ele eu adormeço
Ouvindo da chuva a canção
Acariciada pelo vento,
Nos braços da escuridão.


Márcia Salzano


Imagem disponível em: http://mob193.photobucket.com/albums/z14/kekinha2007/lapidatw5ic51jf4.gif?t=1242309756

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