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sábado, 14 de agosto de 2010

1ª Oficina de Origami do CLIRC



O CLIRC - Centro Literário Rio Claro convida a todos os interessados a participarem da nossa 1ª Oficina de Origami.

Será no próximo sábado (21/08/2010) às 15 horas no Centro Cultural Roberto Palmari, que fica na Rua 2, nº 2880, na cidade de Rio Claro, anexo ao Parque Municipal Lago Azul.

Pede-se aos interessados levar o material que cada um irá usar: folhas de sulfite branco ou colorido, papel de presente ou folhas de revista, régua, tesoura, lápis e borracha.

O CLIRC agradece aos que comparecerem!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

DESPREZÍVEL ANÔNIMO


Desprezível anônimo! É isso mesmo, não é por esconder-se sobre a pedra do anonimato que você deixa de ser um verme. Pode me mandar o seu nome verdadeiro que eu mantenho as minhas palavras. Você é um verme desprezível!!! Se você quer elogiar ou criticar uma pessoa, faça-o abertamente, pois criticas também nos fazem crescer. O dia em que você tiver um centésimo do talento da Heluane ou que conseguir entender o que ela escreve sem o auxilio do dicionário (pai dos burros), talvez eu admita uma critica sua... Antes disso volte para baixo da pedra de onde você saiu e fique lá fazendo faculdade e aprendendo um pouco... Volte a ser estático, pois é melhor ficar quieto do mostrar total ignorância do nosso vernáculo.


Pilar Casagrande
Presidente do CLIRC - Centro Literário Rio Claro

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Pilar,

Você não errou ao referir-se a este ser como despreSível.

Uma criatura que faz um comentário desse tipo num trabalho da nossa admirável poetamiga Heluane e não tem coragem de se identificar, não pode e não deve nem ser considerado despreZível.

É uma tamanha desonra e ofensa ao adjetivo!

Silvio Luiz Mauch
Membro do CLIRC e Adm. do Blog

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Todo dia é dia das Mães



O dia dedicado às Mães já se foi, mas todo dia é dia de celebrá-lo, por isso o CLIRC tras a homenagem da poetamiga Leda Coletti a esta mulher sem igual de amor especial!

Amor Especial


Existe uma mulher no universo
que transcende amor sem limites.
Ama e se doa noite e dia,
às vezes, até se perde no anonimato,
jamais cobra seus trabalhos, sacrifícios,
e sua pureza de sentimentos a faz
um ser original, especial.

Bem poucos lhe agradecem
seu zelo e devotamento,
mesmo assim insiste em desdobrar-se
para o outro promover.

Nem sempre compreendida,
não se importa com as críticas
quando defende sua família,
e na ofensa sabe perdoar.

Tem muitos nomes,
mas todos a chamam por um só,.
o qual, quando pronunciado,
soa como suave hino
formado por apenas três letras,
que lembram algo divinal:
             MÃE!


Leda Coletti



Imagem disponível em: http://tvtem.globo.com/banco_imagens//canalnews/%7B7C1DBFAD-8D49-426C-A49A-E149FBE7046D%7D_mam%C3%A3e4.jpg

Sentindo o Vento



Ao abrir a janela, em manhã tão bela,
Senti o vento invadindo o centro do meu quarto,
E me lembrei de ti!

Nem sei porque, nem tenho certeza,
Se lembrar de ti, nas forças fortes da natureza,
Vai me trazer paz ou desamor!

Mas, partindo do princípio, que tu fostes flores,
Naquele instante, sem rancores,
Chamei o vento simples de pétalas de flores,
Saindo de ti e se achegando a mim!

E assim, nesta manha raiada,
Eu te entrevi de novo em minha estrada
E nela caminhei correndo com você...
Nas asas dos ventos,
Entrelaçado em mim!!!


Maria da Glória da Paixão Lazaroni
 

Imagem disponível em:
http://cache3.asset-cache.net/xr/82739948.jpg?v=1&c=NewsMaker&k=3&d=F5B5107058D53DF59FFA0B708BB407EF6120932733FE74BEC99CE52214F2DD8E00123AA3B5A18ED0

Ao teu lado


AO TEU LADO

Eu me anulo,
Não tenho vontades,
Vaidades.
Ao teu lado
Me transformo
Em teus sonhos.
Sou folguedo,
Joguete,
Brinquedo.
Fico muda.
Não penso.
Ao teu lado
Sou tua
No direito,
No avesso.
Sou aprendiz.
Ao teu lado
Me evaporo
Mas sou feliz!


Maria de Lourdes França


UNESP



O paraíso é um lugar
Onde todos querem estar
A Universidade é o espaço
Onde o tempo não pode parar

A cada semestre um aprendizado
Com novos mestres para ensinar
A cada ano uma nova surpresa
Até o dia em que eu me formar. 


David Lorenzon Ferreira


Imagem disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/foto/0,,19331018-EX,00.jpg

terça-feira, 20 de abril de 2010

Fim de Espetáculo




Soa dorido, embora cansado,
Os sentidos,
Anseiem por descansar!

É que todo espetáculo traz consigo,
A responsabilidade, o abrigo,
Do melhor a se realizar.

Fim de espetáculo!
Que se esperou com ânsia na demora,
Que mal se conteve, para iniciar.

E agora...O espoucar dos aplausos soa em mim,
Neste momento, nesta hora,
Não com saudade de fim, mas, com ardência por recomeçar!!!



Maria da Glória da Paixão Lazaroni


Imagem disponível em:  http://1.bp.blogspot.com/_r5c9cps0Ghk/S8yz85m_K2I/AAAAAAAAABQ/vxdF067vDRM/s320/espetaculo.jpg
  




sábado, 13 de março de 2010

14 de Março - Dia Nacional da Poesia



Os ecos de 14 de março

Heluane Aparecida Lemos de Souza

Dia em que um silêncio ruidoso fala: o silêncio dos garranchos caprichados à luz do abajur, quando a idéia raia, suave e imperativa, nervosamente calma, na madrugada do ser...
...dia em que uma falsa estática age: palavras geram idéias, que geram ações, que geram a nós mesmos, que geramos novas palavras... tudo em uma fecundidade, uma maternidade, um ciclo de vida, de nascer e morrer, que gera toda a humanidade dentro de cada ser humano...
...dia em que as cores, ausência delas, ou sua soma, são a cor única da íris que observa cega e atentamente... um arco-íris que se arca, retornando ao olhar...
...dia em que os poetas comemoram essa desnecessidade tão vital que é criar com as palavras e permitir, festeira e caoticamente, às palavras criarem a eles mesmos.
Para comemorar este “Dia Nacional da Poesia”, o Centro Literário Rio Claro – CLIRC – distribuirá neste domingo, gratuitamente, no Jardim Público da Praça Central da cidade de Rio Claro – SP, 100 Antologias, estas que ruídam nossos silêncios, movimentam nossa estática, preenchem de cores nossas linhas imperfeitas...
Leia, escreva, declame, recite, participe. Ecoe esse 14 de março com versos brancos ou rimas.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Folhas não bailam...



Uma folha seca baila
Em um palco de asfalto que reflete indiferença.
Eu olho,
Ela baila.
Eu penso,
Ela baila.
Eu esqueço,
Ela baila.
Ambas existimos.
Talvez ela se mova guiada por fadas,
Talvez sejam desejos que a façam mover
Talvez seja só o vento, um rodamoinho do tempo
Que a tire do chão.
A ilusão de vê-la bailar é toda minha, da minha insensatez, da minha estupidez...
O mundo é real: as folhas caem, o asfalto aguarda, o vento sopra...
De onde surge essa fantasia de que, em brincadeira de fadas, uma folha baila?
A fonte de todo sonho sou eu... E por mais que compreenda que folhas não bailam
Conservo-me atenta, na primeira fila
Para aplaudi-las no final do espetáculo.


Heluane Aparecida Lemos de Souza


Imagem disponível em: http://assisbrasil.org/joao/folha.jpg

Tempestade



A chuva cai ferozmente,
A cidade escureceu,
O vento sopra selvagem
Tudo tornou-se breu.

E através de uma janela
Contemplo a escuridão
E amo-a, pois só ela
Entende o meu coração.

O vento ao passar por mim,
Minha face acaricia
Sussurra: - Não fique assim,
Seque esse pranto, sorria.

A chuva chora comigo
Como se sentisse a dor
Que há tempos meu peito abriga
Pela perda de um grande amor.

Só as trevas me confortam
Embalam meu coração,
Faz com que minhas lembranças
Se percam na escuridão.

Me embala em seu colo
Como uma mãe a acalentar
Seu pequenino bebê,
Com suas canções de ninar.

Como ele eu adormeço
Ouvindo da chuva a canção
Acariciada pelo vento,
Nos braços da escuridão.


Márcia Salzano


Imagem disponível em: http://mob193.photobucket.com/albums/z14/kekinha2007/lapidatw5ic51jf4.gif?t=1242309756

A procura



Em uma época distante de mim, eu havia sido tudo, nunca, jamais.
fui nadam um pássaro. Fui um beija-flor e a flor
Que esse lépido pássaro beija. Fui deus, ateu, adeus.
Fui uma ilha solitária, fui raso, alto, magro.
Fui o vento, lento, profundo.
Eu havia sido e não fui. Fui o desamor, a dor, a alegria,
Fui lágrimas, esposa, namorada. Fui amigo, inimigo.
Fui amor, fui mágoas, fui momentos, tempo, saudade.
Fui numa época distante e estranha, estranha poesia
Eu havia sido o mar, o ar; fui casa, abrigo.
Fui pontes, postes portos, âncoras, corais...

Eu havia sido; e de tanto que fui,
E por mais que eu fosse não me achava.


Gentil Santos


Imagem disponível em: http://acaogospel.com.br/portal/wp-content/plugins/wp-o-matic/cache/8062a_perdido-300x224.jpg

Sem limites



Você já parou para pensar quais são seus ideais?
Quais os seus conceitos da vida e a que ponto quer chegar?
Parece engraçado, mas não é, se você não tiver um sonho e uma meta, provavelmente não vai chegar a lugar algum, pois qualquer lugar serve para quem não sabe aonde vai.
Sonhe muito para realizar e depois de realizar sonhe mais e mais. Seja um exemplo, deixe algo para alguém, nem que seja a vontade de ir mais além.
Descubra que precisamos de autonomia para realizar. E que o poder é necessário para essa autonomia, desde que ele seja integrativo, que una as pessoas e as faça ter visão e compreensão.
Saiba que você pode mudar o mundo para melhor começando a mudar a sua volta; arquive todos os arquivos mortos e que te deixam mal, abra as janelas do seu saber para aprender e principalmente divida as informações.
Saiba que não há limites para nada, desde que saiba dosar e assumir suas ações.
Viva intensamente a vida e não coloque barreiras para o seu crescimento.
Todos nós fazemos parte desse mundo e dessa engrenagem chamada vida.

Sonia Demi


Imagem disponível em: http://semlimites.files.wordpress.com/2007/10/ceu1.jpg

Estros



Ao vento brando,
Pássaros em bando
Traçando diretrizes,
Voam felizes!
Contemplando a mãe natureza,
E dos homens, as artes,
"estros de Deus".
Para deslumbramento dos olhos meus
Pousam com sutileza,
Na poesia que é pura beleza!



Lélia Alice Bertanha


Imagem disponível em: http://abbapai.files.wordpress.com/2007/03/passaros.JPG

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No altar da poesia

 

No altar da poesia
Quero sempre rezar
Tecer versos com ardor
Para que assim um dia
Possa eu, reencontrar
A sublime beleza do amor!


Silvio Luiz


Se me deres a rosa



Se me deres a rosa
Recolho os espinhos
Deposito-os no poço do esquecimento.
Alivio tua dor
Com o bálsamo da doçura.
Enxugo tuas lágrimas
Com a embriaguez do meu sorriso.
Acolho-te no meu abraço.
Alimento tua alma com o meu prazer.
Levo-te no recôncavo do meu olhar.
Abraço-te com o amor
Que um dia recusastes.
Dando-te a vida nos beijos
Que a saudade despertou.

Se me deres a rosa...
Recolho os espinhos,
Devolvo-te as pétalas.


Verena Venâncio


Imagem disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_qdSyMNEpP6Y/SYs92bBdZ5I/AAAAAAAAAME/zHZfCvG9XGc/s400/rosa+c+espinhos.bmp

Amanhecer



Amanhece, a vida começa novamente.
O sol surge mansinho com seus raios,
Como um sorriso a gritar... Bom Dia!
E meus olhos o contemplam.
A brisa perfumada me entontece
E meus sonhos se confundem com a realidade,
Mas me faz despertar.
O vento suave com seu frescor
Bate em meu rosto como
Um beijo terno de um amigo presente.
Os pássaros já estão à procura de seus alimentos.
As pessoas apressadas seguem seu caminho
Na esperança de um dia esplendoroso.
No acaso da sorte.
Ao longo do dia, as horas passam rapidamente.
Logo chega a noite, na sua quietude me prepara,
Para um outro amanhecer,
Quando a vida começa novamente
Então podemos afirmar com certeza que:
O amanhecer é um eterno recomeço.


Sandra Margarete Athayde


Imagem disponível em: http://avidaebarbara.files.wordpress.com/2009/01/nascer_do_sol.jpg

Orgulho de ser poeta



Sou mulher trabalhadeira
Nascida lá no sertão
Meu orgulho é escrever
Falando desta nação,
Eu falo da natureza
Que guardo no coração.

Falo dos passarinhos,
Dos animais terrestres,
Da folha velha que cai,
Da floha nova que cresce.
Quem ama a natureza
A ela compadece.

Ser poeta e artista
É ser amiga do sertão.
Sou também compositora,
Escrevendo com paixão.
Sou mineira apurada,
E não desisto da missão.

Nasci no pequeno córrego
Chamado São Bento,
É um lugar pequenino
Que promove grandes talentos,
Foi lá que me despertaram
As trovas que invento.


Nininha Hermsdorff


Imagem disponível em: http://sitedepoesias.com.br/imagens/poemas/31223.jpg

A flor



Sorriso da natureza
Brinquedo das árvores
Perfume, utilidade,
Forma,
Beleza serena
Divindade
Inutilidade aparente
Elemento das homenagens
Irmã da gota de orvalho.
Mesmo "inculta",
- Do campo - não é áspera.
Adorna todos os momentos da vida.
Em casa seu "toque" é indispensável.
Eterniza encontros,
Produz encantos.
Sutil, nos diz:
Vejam como sou linda,
Vaidosa,
Tenho presença forte,
Do Sul ao Norte
Apesar de delicada,
Magia feita de odor
Entre o ser e amor.



Antonio Moreira

Imagem disponível em: http://www.rofonseca.com.br/imagens/flores.jpg

Para dar alento




O amor é mais generoso que a vitória,
Pois não se alimenta da derrota.
Um momento de amor.
É o que mais vale a pena!
Vamos descansar das violências,
Da ciranda dos anos, da falta de tempo.
Poderá ser mais bela a vida!
Não deixes passar a ocasião do amor.
Há tanto coração carente de calor.
Leve a tua presença, teu gesto,
Tua mão ou mesmo o teu olhar.
Podes, ao menos dar tua companhia,
Pois a fraternidade, sempre tem,
Mais força que os trovões...

Pilar Casagrande

Imagem disponível em: http://imagem.vilamulher.terra.com.br/interacao/original/30/saudade-do-primeiro-amor-30-192.jpg 

Travessia



O tempo,
só o tempo,
segurou a mão da criança indefesa,
foi o anjo da guarda
do jovem impetuoso,
caminhou com o adulto,
colhendo com ele o trigo maduro.
Mas, foi com o velho,
nos seus passos trôpegos,
que participou do ensaio final,
para a escalada triunfal
da última travessia.


Leda Coletti


Imagem disponível em: http://img144.imageshack.us/img144/9959/relojfinallb3.jpg

Lê Chat



Gato preto no mato seco
Esconde-se com esperteza
Assim tão quieto e sorrateiro
Que só é visto quando rosneia

Gato preto no trigal seco
A espreita durante a colheita
Quando as aves vêm saborear
Os grãos que na terra hão de ficar

Gato preto na relva seca
Cujo olhar não sai do lugar
Aguarda o momento certo
Que minha distração o fará escapar.



David Lorenzon Ferreira


A estrela



Quisera eu ter uma estrela
Em minha mão
Para dar de presente
A alguém
Eu ficaria tão contente
Em te-la
E oferece-la
A você, meu bem!
Seria uma estrela pura
Rebrilhando de ternura
Por você!
Eu a embrulharia com carinho
E compreensão,
Faria um laço de amor
Em forma de coração!
Quisera eu ter uma estrela
Para dar de presente a alguém
Não teria a forma de estrela
Nem de presente também...
Viria em forma de amor
De calor
De carícia
De delícia
Nem sei mais o que...
Ah! Se eu tivesse uma estrela
Para dar de presente a alguém!
Ah! Se ao menos pudesse vê-la
Compreenderia o porquê
Da minha vontade de te-la
E oferece-la
A você,
Meu bem!


Maria de Lourdes França


domingo, 24 de janeiro de 2010

Santa Gertrudes




Chão sagrado, terra santa
Aqui ninguém se ilude
Quer carinho minha gente?
Conheça Santa Gertrudes

Sua terra é valiosa
O trabalho faz magia,
Rostos felizes, gente corajosa
Indo e vindo no dia-a-dia.

Com argila terra sagrada
Faz o luxo e a beleza,
Das mãos dos filhos seus
Vem o brilho com certeza.

Terra boa, chão plano,
Cheio de amor e virtude
Agradeço pelo aconchego
Ó querida Santa Gertrudes.

Migrantes de vários lugares,
Encontram-se na amizade,
Trocam receitas gostosas
De sua terra, lembram saudade.

Sou feliz e tenho orgulho,
Em viver neste lugar,
Santa Gertrudes eu te amo...
Este é o meu jeito de expressar.


Nininha Hermsdorff


Imagem disponível em: http://www.santagertrudes.sp.gov.br/fotos/aerea.jpg

Rosa Morena




A doce Rosa Morena
Que é, na poesia, a ilusão
Conseguiu plantar amor
No canteiro da paixão.

Uma flor que desabrocha
Colhida ainda orvalhada
Talvez, sinta o poeta remorso,
Por não deixá-la intocada

Mas o poeta conhece
Os segredos da flor formosa
E com amor puro e devotado
Transforma a flor em rosa

Rosa de noites glamorosas
De amor ardente, em chamas
Morena, julga-te ditosa
Pois o poeta te ama.


Márcia Salzano


Lágrimas




Gosto
Do gosto
Da gota
De um orvalho
Que vibra
Sozinho
Firme em um quarto
Resistindo só
De forma insensata
Na imensidão do universo.

Gosto pois
Se faz Cristal simples
Límpido-exato.
Essa lágrima
Que transpões os fatos.


Gentil Santos


Passos




Passo com passo apressado
Pensando em compasso aflito
Dilema entre o silêncio
E o entre susurros redito.
Passado que na janela
Vira tela e passa intrigado
De perceber que na melodia do tempo
Estava lentamente descompassado...
E então... A pres-sa-pa-re-ce-a-qui-e-tar-se
E-o-des-com-pas-so-pa-re-ce-me-di-da
Da-qui-lo-que-den-tro-bro-ta-va
E-na-pres-sa-eu-não-en-ten-di-a.
O-que-o-tem-po-pe-di-a-e-ra-so-nho
Que-só-no-fu-tu-ro-vi-ri-a
Pois-to-ca-do-no-rit-mo-pas-sa-do
E-ra-um-som-já-sem-me-lo-di-a.
Hoje já não apresso o tempo
E lhe tenho um apreço encantado
Pois compreendo que entre dois passos
É o vazio que lhe fica marcado...
E nesse vazio que se molda,
Entre o pé no passado e o pé no futuro,
Vivo o presente intenso
Encontrando o que ainda procuro.


Heluane Aparecida Lemos de Souza



Sozinho



Quando você se sentir sozinho,
pegue o seu lápis e escreva.
No degrau de uma escada,
à beira de uma janela,
no chão do seu quarto.
Escreva no ar,
com o dedo na água,
na parede que separa
o olhar vazio do outro.
Recolha a lágrima a tempo,
antes que ela atravesse
o sorriso e vá pingar pelo queixo.
E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas,
pegue as palavras que lhe fizeram companhia
e comece a lavar o escuro da noite,
tanto, tanto, tanto... até que amanheça.

Pilar Casagrande



Imagem disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_m-XQUvPhe-E/SUUcPOu44FI/AAAAAAAAAOk/dd6ZrKbb_n0/s400/sozinho.jpg


Tua presença




Tua presença é assim:
Louca
Envolvente
Enlouquecedora
Arrebatadora.

E é assim
Que te desejo.
Mais perto
Do corpo
Que te almeja.
Mais perto
Do coração
Que te ama.
Mais perto
Do sentimento
Que te espera.

Verena Venâncio


Imagem disponível em:  http://palavrasaovento.blogs.sapo.pt/arquivo/city%20of%20angels.jpg

Cidatrópole




Noite vazia na mata de pedras
Rio Claro a noite é assim deserta
Noite vazia na selva de pedras
São Paulo assim não seria completa

Caminho sozinho dentre tantos vivos
Que jaz em seus leitos como se fossem mortos
Caminho por ruas sem qualquer vestígio
De almas penadas ou mortos vivos

Cidade pequena em altas horas
Torna-se o abrigo dos não vivos
Cidade grande a qualquer hora
Há gente na rua 24 horas

Aqui é tão lindo que mata o belo
O cinza de Sampa tem até um brilho
Por dentre ruas e avenidas afora
Encontro um abrigo, um amigo querido

Viver lá ou aqui, é um bom desafio
Do chato e do agito, sem medir sentidos
Sentir em suas veias a vida que corre
Mesmo que ela pare a noite por horas.

David L. Ferreira


Imagem disponível em: http://www.fotossaopaulo.com.br/galeria-de-fotos/fotos-interior-sp/Rio-Claro/Rio-Claro1.jpg



O Tuiuiú do Pantanal


         


          A seca rondava o Pantanal. O tuiuiú espia do seu ninho no alto de gigantesca árvore, o horizonte à frente. Precisa buscar alimento para seus filhotes. Sua parceira fica zelando, defendendo-os dos carcarás que não perdem um titubeio para os devorarem. Essa luta incessante de procura de alimentos dura seis meses, até quando os rebentos saem dos ninhos para terem vida própria.

          Começa a voar em direção aos pântanos. Seu destino: aquela água represada ao longo da estrada, que vista do alto, fica debaixo daqueles postes compridos, ligados por grossos fios de alta tensão.Seu desejo é juntar-se ao bando de garças brancas ciscando bichinhos e jacarés, aquecendo-se ao sol. Ensaia um vôo rasante.

          Foi tudo tão rápido, que quando a luz do flash da minha máquina fotográfica se acabou, o tuiuiú jazia estendido, deixando sobressair o seu pescoço encarnado na Estrada Transpantaneira.


Leda Coletti


Imagem disponível em: http://i.olhares.com/data/big/155/1550849.jpg

Razão de viver





Batucar

No interior

Profundos sons

Presos
Entre carnes e ossos.
Agudas agulhas,

Filetes contidos
Em nervos e cartilagens.
Uníssonos pilares de ar

Passeiam pelas traqueias.
Segurar imensidão,

Sonho

Ou pesadelo profundo?
Memória em nervo doente

E estrada de sons nas veias?
Artérias e sangue são rios abertos
Rumo à inexplicável razão de viver!


Maria de Lourdes França 


sábado, 23 de janeiro de 2010

Estamos de volta!




O CLIRC - Centro Literário Rio Claro, retorna às suas atividades neste sábado, 23/01. Continuaremos a nos reunir no Centro Cultural Roberto Palmari em Rio Claro.

Àqueles que desejam conhecer nosso trabalho, fica o convite: Centro Cultural Roberto Palmari, Rua 2, nº2880, em frente à Biblioteca,  as 15 horas; serão muito bem-vindos!




Imagem disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_58Vbit4qKnU/Sz5mfj3KGbI/AAAAAAAABFM/1uSvp3YfH1k/s400/ist2_9658908-calendar-2010.jpg

domingo, 3 de janeiro de 2010




Quem já passou por aqui