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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amigos




Amigos quando amigos
Sentem saudades quando brigam
Passam tempos separados
Mas continuam amigos

Querem estar juntos
Mas não dão o braço a torcer
Procuram saber um do outro
Porém evitam se ver

Com as voltas desta vida
Retomam a amizade antiga
Estreitam os laços antigos
Reforçam os nós do amanhã.

David L. Ferreira

Imagem disponível em: http://lifesbook.files.wordpress.com/2008/03/amigos1.jpg

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hoje é o Dia Nacional da Cultura


5 de Novembro - Dia Nacional da Cultura

A cultura brasileira é tão diversa que não se pode falar dela em apenas um dia. Apesar disso, hoje foi escolhido para festejarmos as manifestações culturais de norte a sul e de leste a oeste.

O Brasil, como todos já sabem, é um país de formação multi-racial e por isso carrega um pouco do costume de cada povo que aqui veio morar. Dos negros, herdamos o candomblé, a capoeira, parte do nosso vocabulário e muito do nosso folclore. Dos índios, herdamos o artesanato, a pintura, comidas exóticas como o peixe na folha da bananeira e a rede. Do português, ficamos com o costume católico, a língua, as roupas.

Essa mistura toda não se deu de maneira pacífica, mas sim por meio da dominação cultural e da escravização de índios e negros. No entanto, características culturais de ambas etnias sobreviveram ao tempo e hoje compõe uma enorme riqueza cultural. Alguns estudiosos, como o escritor Sérgio Buarque de Holanda, acreditam que o fato de outras culturas permearem a cultura brasileira nos tornou “desterrados em nossa própria terra”. O movimento modernista da década de 20 mostrou a idéia de intelectuais que sentiam falta de um caráter estritamente nacional e que importava modelos sócio-culturais. O escritor Mário de Andrade construiu o personagem “Macunaíma” para retratar isso.

Independente da existência ou não de uma identidade nacional, o fato é que temos muito que comemorar hoje. Os costumes do povo brasileiro, seu folclore, suas comidas e suas músicas são neste sentido, grandes representantes das peculiaridades da cultura do país.
Folclore

O folclore brasileiro é recheado de lendas e mitos como o Saci-pererê, um menino de uma perna só que mora na floresta, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Uma de suas travessuras mais comuns é emaranhar a crina dos cavalos de viajantes que acampam na floresta. Seu nome vem do tupi-guarani. Outras lendas como a da Mula-sem-cabeça, do Curupira, Iara Mãe D’Água, Boi Tatá, o Negrinho do Pastoreio e do Boto cor de rosa também são bastante conhecidas.
Música

A música estava presente no cotidiano do índio e do negro, relacionada tanto ao simples prazer quanto a rituais religiosos. As cantigas de roda infantis e as danças de quadrilhas são de origem francesa. Pela influência de vários povos e com a vinda de instrumentos estrangeiros (atabaques, violas, violão, reco-reco, cuíca e cavaquinho), inventamos o samba, o maracatu, o maxixe e o frevo. Inventamos também o axé, a moda de viola, que é a música do homem do interior, e o chorinho. Alguns movimentos musicais, como a Bossa Nova e a Tropicália, também foram importantes na formação musical brasileira.
Comida

Assim como em outras instâncias da nossa cultura, o índio, o negro e o branco fizeram essa miscelânea que é nossa tradição culinária. Aprendemos a fazer a farinha de mandioca com os índios e dela fazemos a tapioca, o beiju e também o mingau. A feijoada é fruto da adaptação do negro às condições adversas da escravidão, pois era feita com a sobra das carnes. O azeite de dendê também é uma grande contribuição africana à nossa culinária, pois com ele fazemos o acarajé e o abará. Os portugueses nos ensinaram técnicas de agricultura e de criação de animais. Deles, herdamos o costume de ingerir carne de boi e porco, além de aprendermos a fabricar doces, conservas, queijos, defumados e bebidas.

Fonte: UFGNet


Escrever um poema...




Escrever um poema
Não é tarefa árdua.
Basta papel e caneta,
Sensibilidade inata.
Basta olhar o mundo
Com olhos de criança,
Ter o pensamento
Vazado em temperança.
É só contar as estrelas
Apontando-as com o dedo,
Sem medo da verruga
Tida como um defeito.

Para escrever um poema
Não precisa estar apaixonado,
É só olhar para o amor
Como um sentimento eternizado.
Não é preciso morar
No castelo de um reino.
Na favela também tem
Belezas num olhar moreno.
Crianças de pé no chão,
Também servem de inspiração.
São fontes de ternura,
Carinhos do coração.

 Verena Venâncio


Imagem disponível em: http://raizculturablog.files.wordpress.com/2009/04/1214076651_poeta.jpg

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Canto especial




A tarde morre
Sento-me à varanda,
Assisto ao purpurear.
A agonia do dia
Festivo.
Em seu escarlate
Extasiante, indescritível
Tudo veio embebido
Em funda meditação
Sob teatro deleitoso
Da Ave Maria,
Que sutil, delicada, amorosa,
Nos induz à vivência
Da Música Natural
Naqueles momentos
De alta revelação
Estético-sentimental.
Tornando o homem
Expectador privilegiado
De imensurável beleza,
Da qual ele sequer percebe.
Eis que preocupado com “vitrines”
De um mundo frívolo.
Desventurado.

Antônio Moreira


Imagem disponível em: http://ipt.olhares.com/data/big/121/1213321.jpg

O óbvio




Dia de Finados




Vejo sepulturas mil
Lindas construções de pedra,
Mármore, cerâmica, granito.
Lindas estátuas de bronze, prata, ouro.
Às vezes é tanta beleza
Que nem cabe nos olhos.
É uma cidade onde não há leis
Sejam de boa vizinhança ou de trânsito
Mesmo porque os cidadãos dormem um sono
Profundo, eterno, um sono de morte.
Observando cada detalhe por onde passo
Coloco-me a refletir, sobre o fato inegável da morte.
Todos sem exceção alguma terão o mesmo fim
Seja ele pobre ou rico estrangeiro ou não,
Homem ou mulher, autoridade ou não.
Ali, naquela cidade das “gavetas”
Impera um sentimento difícil
De ser vivido na realidade dos vivos,
Mas forte para todos os que estão
A sete palmos abaixo da terra: a IGUALDADE!
Não importa como foi sua vida sobre a terra
Porque sob a terra não há diferença.
Uns se desfazem mais rápido, outros não,
Porém, todos vão se desfazer...
Hoje é dia de Finados, um dia interessante,
Pra refletir sobre tal assunto,
Além de enfeitar as sepulturas com belas flores.

Silvio Luiz


Imagem disponível em http://www.anunciame.com.br/portal/wp-content/uploads/2008/10/ob_finado2005.jpg
Quem já passou por aqui