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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal e Próspero Ano Novo




O CLIRC - Centro Literário Rio Claro, 
deseja um Feliz Natal 
e um Ano Novo repleto de realizações.

Muita paz, saúde, felicidade, 
muito sucesso, enfim!


Que 2010 seja um ano 
de muitas novidades a todos!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amigos




Amigos quando amigos
Sentem saudades quando brigam
Passam tempos separados
Mas continuam amigos

Querem estar juntos
Mas não dão o braço a torcer
Procuram saber um do outro
Porém evitam se ver

Com as voltas desta vida
Retomam a amizade antiga
Estreitam os laços antigos
Reforçam os nós do amanhã.

David L. Ferreira

Imagem disponível em: http://lifesbook.files.wordpress.com/2008/03/amigos1.jpg

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hoje é o Dia Nacional da Cultura


5 de Novembro - Dia Nacional da Cultura

A cultura brasileira é tão diversa que não se pode falar dela em apenas um dia. Apesar disso, hoje foi escolhido para festejarmos as manifestações culturais de norte a sul e de leste a oeste.

O Brasil, como todos já sabem, é um país de formação multi-racial e por isso carrega um pouco do costume de cada povo que aqui veio morar. Dos negros, herdamos o candomblé, a capoeira, parte do nosso vocabulário e muito do nosso folclore. Dos índios, herdamos o artesanato, a pintura, comidas exóticas como o peixe na folha da bananeira e a rede. Do português, ficamos com o costume católico, a língua, as roupas.

Essa mistura toda não se deu de maneira pacífica, mas sim por meio da dominação cultural e da escravização de índios e negros. No entanto, características culturais de ambas etnias sobreviveram ao tempo e hoje compõe uma enorme riqueza cultural. Alguns estudiosos, como o escritor Sérgio Buarque de Holanda, acreditam que o fato de outras culturas permearem a cultura brasileira nos tornou “desterrados em nossa própria terra”. O movimento modernista da década de 20 mostrou a idéia de intelectuais que sentiam falta de um caráter estritamente nacional e que importava modelos sócio-culturais. O escritor Mário de Andrade construiu o personagem “Macunaíma” para retratar isso.

Independente da existência ou não de uma identidade nacional, o fato é que temos muito que comemorar hoje. Os costumes do povo brasileiro, seu folclore, suas comidas e suas músicas são neste sentido, grandes representantes das peculiaridades da cultura do país.
Folclore

O folclore brasileiro é recheado de lendas e mitos como o Saci-pererê, um menino de uma perna só que mora na floresta, usa um gorro vermelho e fuma cachimbo. Uma de suas travessuras mais comuns é emaranhar a crina dos cavalos de viajantes que acampam na floresta. Seu nome vem do tupi-guarani. Outras lendas como a da Mula-sem-cabeça, do Curupira, Iara Mãe D’Água, Boi Tatá, o Negrinho do Pastoreio e do Boto cor de rosa também são bastante conhecidas.
Música

A música estava presente no cotidiano do índio e do negro, relacionada tanto ao simples prazer quanto a rituais religiosos. As cantigas de roda infantis e as danças de quadrilhas são de origem francesa. Pela influência de vários povos e com a vinda de instrumentos estrangeiros (atabaques, violas, violão, reco-reco, cuíca e cavaquinho), inventamos o samba, o maracatu, o maxixe e o frevo. Inventamos também o axé, a moda de viola, que é a música do homem do interior, e o chorinho. Alguns movimentos musicais, como a Bossa Nova e a Tropicália, também foram importantes na formação musical brasileira.
Comida

Assim como em outras instâncias da nossa cultura, o índio, o negro e o branco fizeram essa miscelânea que é nossa tradição culinária. Aprendemos a fazer a farinha de mandioca com os índios e dela fazemos a tapioca, o beiju e também o mingau. A feijoada é fruto da adaptação do negro às condições adversas da escravidão, pois era feita com a sobra das carnes. O azeite de dendê também é uma grande contribuição africana à nossa culinária, pois com ele fazemos o acarajé e o abará. Os portugueses nos ensinaram técnicas de agricultura e de criação de animais. Deles, herdamos o costume de ingerir carne de boi e porco, além de aprendermos a fabricar doces, conservas, queijos, defumados e bebidas.

Fonte: UFGNet


Escrever um poema...




Escrever um poema
Não é tarefa árdua.
Basta papel e caneta,
Sensibilidade inata.
Basta olhar o mundo
Com olhos de criança,
Ter o pensamento
Vazado em temperança.
É só contar as estrelas
Apontando-as com o dedo,
Sem medo da verruga
Tida como um defeito.

Para escrever um poema
Não precisa estar apaixonado,
É só olhar para o amor
Como um sentimento eternizado.
Não é preciso morar
No castelo de um reino.
Na favela também tem
Belezas num olhar moreno.
Crianças de pé no chão,
Também servem de inspiração.
São fontes de ternura,
Carinhos do coração.

 Verena Venâncio


Imagem disponível em: http://raizculturablog.files.wordpress.com/2009/04/1214076651_poeta.jpg

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Canto especial




A tarde morre
Sento-me à varanda,
Assisto ao purpurear.
A agonia do dia
Festivo.
Em seu escarlate
Extasiante, indescritível
Tudo veio embebido
Em funda meditação
Sob teatro deleitoso
Da Ave Maria,
Que sutil, delicada, amorosa,
Nos induz à vivência
Da Música Natural
Naqueles momentos
De alta revelação
Estético-sentimental.
Tornando o homem
Expectador privilegiado
De imensurável beleza,
Da qual ele sequer percebe.
Eis que preocupado com “vitrines”
De um mundo frívolo.
Desventurado.

Antônio Moreira


Imagem disponível em: http://ipt.olhares.com/data/big/121/1213321.jpg

O óbvio




Dia de Finados




Vejo sepulturas mil
Lindas construções de pedra,
Mármore, cerâmica, granito.
Lindas estátuas de bronze, prata, ouro.
Às vezes é tanta beleza
Que nem cabe nos olhos.
É uma cidade onde não há leis
Sejam de boa vizinhança ou de trânsito
Mesmo porque os cidadãos dormem um sono
Profundo, eterno, um sono de morte.
Observando cada detalhe por onde passo
Coloco-me a refletir, sobre o fato inegável da morte.
Todos sem exceção alguma terão o mesmo fim
Seja ele pobre ou rico estrangeiro ou não,
Homem ou mulher, autoridade ou não.
Ali, naquela cidade das “gavetas”
Impera um sentimento difícil
De ser vivido na realidade dos vivos,
Mas forte para todos os que estão
A sete palmos abaixo da terra: a IGUALDADE!
Não importa como foi sua vida sobre a terra
Porque sob a terra não há diferença.
Uns se desfazem mais rápido, outros não,
Porém, todos vão se desfazer...
Hoje é dia de Finados, um dia interessante,
Pra refletir sobre tal assunto,
Além de enfeitar as sepulturas com belas flores.

Silvio Luiz


Imagem disponível em http://www.anunciame.com.br/portal/wp-content/uploads/2008/10/ob_finado2005.jpg

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Livros


sábado, 24 de outubro de 2009

Meu problema



Quando gira o mundo,
Minha memória vai ao fundo
De meu pensamento.
Mas, na hora da festa,
A dor protesta.
Preciso ser honesta:
Comemoro a vitória
Do meu sentimento,
Pois só assim lhe falo direto
Na canção!
Há uma saída em cada porta,
Em cada vão.
É essa minha história.
É esse meu problema!
No meu dia a dia
Desejo viver esse sonho bom!
Nesse meu dilema
A minha dor
A você proclamo!
Sai um grito rouco,
Quase mudo e louco
Quando digo: Te amo!

Maria de Lourdes França


Imagem disponível em: http://files.myopera.com/naninha/blog/eros%20e%20psiquecircuito.jpg

Borboleta Azul!



No exterior, capa grossa, deformada
Revela inércia, pouca agitação,
Tal qual uma redoma, alicerçada
Por sólido respaldo da estação.

No interior, vive plácida e amparada
Feliz lagarta em plena formação,
Que espera calma, curta caminhada,
Prevê momentos bons de gestação.

Ação de Deus, real apoteose,
Milagre sem igual: metamorfose,
Do casulo a lagarta se desliga.

Devagar, linda borboleta azul,
Levanta vôo e segue rumo ao sul.
Um novo ser agora o mundo abriga.

Leda Coletti


Imagem disponível em: http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/24/3014borboleta.jpg

terça-feira, 20 de outubro de 2009

HOJE É DIA INTERNACIONAL DO POETA




PARABÉNS A TODOS OS POETAS DO CLIRC!

Pedacinho de Céu


A casa inteira, à beira da água,
Um coqueiro gigante, subindo aos ceus.
Ao longe as montanhas, parecendo nevadas,
Sobre a casa o sapê, como chapéu!

E eu,ali admirando calada,
O lago azul que refletia a casa,
O silencio silente que envolvia o lugar.

Nenhum som, presença alguma de meninada,
Na casa cor de rosa,
De janelas azuis adornada,
Em meio ao espetaculo da natureza,
Só, sozinha ao léu!

De outro angulo, a magestosa montanha,
Se alinha à curva que o rio azul faz.
De um lado, um bambual que das entranhas,
Da terra brota, e sobe, tambem endereçado ao céu!

Na outra margem, um pedaço de terra,
Forma um V(vê), e parece esperar,
Por alguem para iniciar a pesca,
Por algum pescador, que eu não encontro para observar!

Olhando melhor vejo duas entradas,
Ou duas saídas talvez...
Esta casa não parece abandonada,
É certamente um cantinho, um espaço, calada,
De alguem muito feliz, criador de mais um céu para se ver!!!

Maria da Gloria da Paixão Lazaroni

Imagem disponível em: http://www.overmundo.com.br/_banco/multiplas/1240360011_ceu.jpg

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CLIRC - Centro Literário Rio Claro

CLIRC, Centro Literário Rio Claro, é uma entidade, sediada em Rio Claro/SP, mas de âmbito regional, que reúne pessoas de qualquer idade, sexo, raça, instrução, ideologia política, religião, etc... Que gostam de escrever! Aliás, essa é a única “exigência” para se integrar ao CLIRC: gostar de escrever.

É uma associação que abriga pessoas dos mais diversos estilos e tendências devido à heterogeneidade de seus participantes.

O objetivo do CLIRC é valorizar o trabalho do poeta e do escritor, aceitando, espontaneamente, o novo e o diferente, sem idéias pré-concebidas. Ninguém precisa se amoldar a ninguém. Respeitamos a individualidade de cada um. Aprendemos uns com os outros. Há uma troca de experiências onde todos aprendem numa simbiose inadvertida.

Em suas reuniões, lêem seus textos, recebem opiniões. Também há oficinas de poética, gramática e literatura para quem deseja aprimorar-se mais. Falamos dos grandes mestres da literatura, das melhores leituras, até cada um conseguir seu próprio estilo, ou mesmo, se tornar um estilo.

Alguns se comportam como verdadeiros historiadores da vida, enquanto outros se lançam pelos campos da fantasia sem os freios da veracidade.

Se, de um lado, temos os letrados mais experientes, por outro, temos jovens que são criaturas profundamente evoluídas e significativamente inteligentes. Sua criatividade faz despontar talentos locais e regionais que mostram a pujança de seus momentos intuitivos e instrutivos. São poemas e textos que nascem da alma de alguém que trilha o rumo certo, por onde deveria marchar toda a nossa juventude.

É com prazer imenso que constatamos que no CLIRC há poetas e escritores, de estilos diversos, que sabem como ninguém, retratar interiores e sentimentos infinitos. Muitos deles receberam prêmios em Concursos de Academias Literárias, levando o nome de Rio Claro para outros estados e, até, internacionalmente. Talentos escondidos, premiados que, no entanto, ficam ocultos da mídia, restritos ao grupo clirqueano. Nada mais justo que enaltecê-los, de fazê-los conhecidos de todos para orgulho regional. Também, muitos já têm seus “e-books”, circulando pelo mundo, através da Internet.

Este site tem por objetivo oferecer aos clirqueanos a oportunidade de divulgarem seus trabalhos literários, buscando enriquecer a leitura do público interessado.

O CLIRC, pela persistência de sua diretoria e de seus participantes, abre as portas e escancara as janelas de seus corações, deixando que suas almas voem com as asas da imaginação e ofereçam, com suas Antologias, uma amostra do resultado dessa mescla de mentes privilegiadas que fizeram parceria entre si.

Profª. Maria de Lourdes França


Poeta e escritora do Centro Literário Rio Claro
Quem já passou por aqui